Tipos de azeite de oliva: entenda as diferenças entre extravirgem, virgem e refinado

Tipos de azeite de oliva: entenda as diferenças entre extravirgem, virgem e refinado. Imagem: Condutta.com/IA
Tipos de azeite de oliva: entenda as diferenças entre extravirgem, virgem e refinado. Imagem: Condutta.com/IA

O azeite de oliva pode ser classificado de acordo com o processo de obtenção e os parâmetros de qualidade. Extravirgem, virgem e refinado têm características diferentes, e entender essas denominações ajuda a interpretar o rótulo na hora da compra.

Uma distinção importante: extravirgem, virgem e lampante são os três tipos do grupo dos azeites de oliva virgens, obtidos por processos mecânicos ou outros meios físicos. Também existem os grupos azeite de oliva refinado e azeite de oliva, este último formado pela mistura de refinado com virgem ou extravirgem.

Azeite de oliva extravirgem

O azeite extravirgem tem acidez livre de até 0,8% e deve atender aos demais requisitos de qualidade da categoria, incluindo os critérios sensoriais. Portanto, um produto não pode ser considerado extravirgem apenas por apresentar baixa acidez.

É obtido sem refino e pode ser utilizado para temperar saladas, preparar molhos e finalizar pratos, valorizando o aroma e o sabor do ingrediente.

Azeite de oliva virgem

O azeite de oliva virgem tem acidez livre de até 2% e também é obtido sem refino. Sua classificação depende do conjunto de parâmetros exigidos, não somente do percentual de acidez.

Assim, não é correto definir o virgem apenas como um azeite com acidez entre 0,8% e 2%: um produto com acidez inferior a 0,8% pode não atender aos demais requisitos necessários para ser extravirgem.

Azeite lampante

O azeite lampante não pode ser destinado diretamente à alimentação humana. A acidez acima de 2% é um dos critérios associados a esse tipo, mas outras características de qualidade também precisam ser consideradas.

O produto pode passar por refino industrial para se enquadrar nas categorias previstas na regulamentação. Aquecer ou filtrar o azeite em casa não substitui esse processo.

Azeite de oliva refinado

O azeite refinado é obtido a partir de azeite de oliva virgem submetido a técnicas de refino. Seu limite de acidez livre é de 0,3%, além dos demais requisitos da categoria.

Esse exemplo mostra por que a acidez não deve ser usada isoladamente para comparar azeites: o refinado pode apresentar um percentual menor que o extravirgem, embora tenha passado por um processo diferente.

O que significa apenas “azeite de oliva” no rótulo?

Na classificação brasileira, o grupo denominado azeite de oliva corresponde à mistura de azeite de oliva refinado com azeite virgem ou extravirgem. O limite de acidez livre dessa categoria é de 1%.

Essa composição não deve ser confundida com a mistura de azeite e óleos de outras espécies vegetais. Para entender o produto, confira a denominação de venda e as informações de composição na embalagem.

A acidez indica o sabor do azeite?

A acidez livre é um parâmetro químico, não uma medida de sabor azedo. Ela representa a quantidade de ácidos graxos livres, expressa em ácido oleico, e é determinada por análise laboratorial.

A avaliação da qualidade também considera outros indicadores, como os relacionados à oxidação, além das características de aroma e sabor. Por isso, o número informado no rótulo não resume toda a qualidade do produto.

Como conferir as informações na compra

  • Leia a denominação de venda: identifique se o produto é extravirgem, virgem ou uma mistura de refinado com virgem ou extravirgem.
  • Confira a identificação: observe fabricante ou importador, origem, lote e prazo de validade.
  • Verifique a composição: produtos com outros óleos vegetais não são equivalentes ao azeite de oliva.
  • Siga as orientações de conservação: mantenha a embalagem bem fechada e protegida de luz e calor.

Como funciona a fiscalização do azeite

No Brasil, o regulamento técnico de classificação está estabelecido na Instrução Normativa Mapa nº 1/2012 e suas alterações. A norma define requisitos de identidade, qualidade e rotulagem do azeite de oliva e do óleo de bagaço de oliva.

A verificação de irregularidades depende de análises técnicas. Nas ações do Ministério da Agricultura e Pecuária, amostras podem ser avaliadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), inclusive para identificar a presença de óleos de outras espécies vegetais.

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